Compromissos assumidos por Dilma Roussef em seu discurso de posse: Governar para todos; criar oportunidades para todos; ampliar e avançar conquistas; resgatar definitivamente os brasileiros da tragédia da miséria, erradicando a pobreza extrema; universalizar e qualificar os serviços essenciais, prioritariamente os da educação, da saúde e da segurança; consolidar o Sistema Único de Saúde, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo, tendo por meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, fortalecendo as políticas de prevenção e promoção da saúde, acompanhando a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário. Será o despertar de um novo Brasil?
Sob o governo Lula, ondas favoráveis impulsionaram a economia, que acabou tendo um excelente desempenho geral _ no plano externo, um crescimento ímpar da economia mundial proporcionou uma melhoria importante do produto interno bruto (PIB) brasileiro (o número final do crescimento do PIB em 2010 ficou próximo de 7%; considerando-se os dois últimos anos a taxa média de crescimento foi de 3,5%.), superando o país o grave problema da escassez de divisas, responsável por muitas crises econômicas com que se deparava havia décadas; no plano interno, o resultado das reformas promovidas pelos governos Itamar, FHC e Collor, como renegociação da dívida externa, ajustes nas finanças públicas, privatizações e abertura da economia, deu-lhe maior estabilidade e eficiência. Hoje, sobram reservas ao país que o novo governo recebeu de Lula para governar. A partir do legado recebido, o novo governo tem a oportunidade de levá-lo a crescer a uma taxa igual à de países realmente empenhados em crescer, como Índia e China, que com suas importações podem ajudá-lo, como já vem ajudando, a atingir este propósito. Ao administrar, na área de pessoal, o novo governo deve passar a contratar profissionais com mais critério, expandindo cargos providos com concurso, evitando privilégios a companheiros sindicalistas e pagamento de salários maiores que os do mercado de trabalho. No que diz respeito às privatizações, antes de demonizá-las, deve ampliar com vigor a capacidade de investimento da administração pública e ao mesmo tempo buscar os indispensáveis investimentos privados para a provisão de serviços públicos, essenciais ao seu bom rendimento, como, por exemplo, o dos serviços aeroportuários, que sofre de crônico estrangulamento em seus principais aeroportos; até por conta dos compromissos assumidos por Dilma, bem como da boa situação das finanças do país em seu primeiro dia no poder, deve o novo governo investir nas áreas da infra-estrutura, saúde, segurança e previdência de forma bem mais contundente que os governos anteriores. Na área social, com a economia gerando, por conta de seu crescimento, mais impostos, o novo governo terá a possibilidade de manter e inclusive ampliar o Bolsa-Família (mas, seria interessante que também passasse a promover bolsistas via educação e trabalho).
Aos cidadãos cabe contribuir para que todas essas coisas aconteçam, mas, principalmente, cobrar do governo os acontecimentos!
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