Quem ainda tem dúvida de que o Brasil de hoje é bem melhor que o de ontem? Economicamente estável, reduzida a inflação, PIB que cresce à razão de 5% a.a., proliferam oportunidades, que fazem inveja a americanos e europeus. Há uma contrapartida a esse sucesso, todavia! O equilíbrio macroeconômico trouxe junto dele, inevitavelmente, a valorização da moeda e junto dela uma necessidade de compensar o fenômeno com aumento de produtividade e eficiência nos processos de produção. Deixa o Brasil de ser um país de baixo custo.
É fato que os trabalhadores brasileiros ainda ganham menos da metade do que ganham os seus pares europeus, porém seu custo para as empresas é o mesmo que para as empresas européias _ considerem-se as obrigações sociais que, no Brasil, impactam a folha de pagamento.
Os operários brasileiros são tão bem preparados quanto os da Europa. Temos matéria prima e energia em abundância. Entretanto, enquanto matérias primas impactam os preços da mesma forma que na Europa _ afinal são balizadas por preços internacionais _ nossa energia tem o dobro do custo _ uma enorme carga tributária incide sobre ela.
O mundo está envolto numa guerra cambial. Há de se convir, entretanto, antes da crise e da guerra, o Real já vinha se valorizando. Muitos dizem que, por conta do baixo preço do dólar, não conseguem mais competir lá fora e que aqui dentro é impossível defenderem-se da concorrência dos importados.
Cá, entre nós, antes de saírem culpando a valorização de nossa moeda em relação ao dólar, deveriam investir pesado em produtividade e eficiência!
Feliz natal. Feliz renascimento!
Nenhum comentário:
Postar um comentário