segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Viva a democracia

Terminada a campanha eleitoral, Dilma, a Presidente eleita, em seu primeiro discurso ao povo brasileiro apresenta-se como uma futura estadista: que tome o discurso e o coloque em prática. Prossiga a presidente com o que vem dando certo, sem perseguição a desafetos, aperfeiçoando as ações iniciadas por FHC e Lula, que aumentaram a competitividade da economia e a melhoria da gestão pública. Reforme-as onde necessário, aumentando a transparência das iniciativas. Introduza critérios de mérito no lugar dos correntes loteamentos partidários _ aparelhamento das organizações públicas é incompatível com um Estado democrático de direito. Aumentada a cobertura de direitos sociais na direção do pleno cumprimento ao estabelecido na Carta de 1988, que atue a presidente sobre a qualidade e a efetividade das políticas públicas, principalmente encaminhando desempenho civilizado às áreas da educação, saúde e segurança pública, essenciais à consolidação da democracia brasileira.

Luis Inácio Lula da Silva imprimiu em seu governo uma inédita redução aos indicadores de pobreza e má distribuição de renda, tendência, a bem da verdade, já observada desde o governo FHC, a quem, de maneira pouco inteligente, até antigos aliados preferiram ignorar, pousando, pragmaticamente, ao lado de Lula, bem mais popular. José Serra e seus aliados devem estar remoendo este terrível erro. À Dilma cabe enveredar por este quesito e prosseguir acelerando pelo outro com gana de estadista.

A política educacional iniciada no governo FHC e continuada no de Lula universalizou a presença de crianças e adolescentes em idade escolar nas salas de aula. Que Dilma torne possível melhorar a qualidade do desempenho dos corpos discente e docente das escolas públicas.

A esperança de vida ao nascer é o índice que melhor representa a melhoria da saúde conquistada pelos governos FHC e Lula. Prossiga Dilma com o programa Saúde da Família e imprima ao sistema como um todo um salto de qualidade.

Sem sombra de dúvida, o Brasil melhorou muito nos últimos vinte anos, índices incivilizados de Segurança Pública, porém, mancharam os curriculuns dos últimos governos. Impregne-se o novo governo da indignação popular e parta para um combate intolerante às diversas formas de violência e criminalidade.

A estabilidade monetária conquistada com o plano real, desde o governo Itamar, passando por FHC e Lula, elevou o patamar médio do PIB brasileiro, todavia, as três gestões deixaram a desejar no que diz respeito a um crescimento, de forma sustentada, em níveis civilizados. Que seja possível à presidente Dilma trabalhar sobre a hipertrofia do Estado, que se revela pela dificuldade que tiveram os três governos citados em equilibrar as contas públicas. Carga tributária, taxas de investimento e déficit previdenciário ainda são problemas importantes por resolver.

Eleve-se o espírito estadista da nova presidente levando-a a agir sobre as causas da corrupção, favorecimentos e empreguismo, eventos que se associam ao elevado número de cargos de confiança e que tem caminhado na direção inversa do que deseja a sociedade brasileira. Há mais de vinte e um mil cargos que, legalmente, podem ser ocupados por indicação política. A barganha de cargos por apoio no congresso é uma tradição da política brasileira, todavia, reaja a nova magistrada e freie os excessos de tradição tão danosa. É inaceitável que órgãos de Estado continuem se apresentando como extensão de partidos políticos e que órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão escondendo um governo que se vê num que não se vê, no qual, por conta de relações de compadrio e fisiologia, nega-se à sociedade civil qualquer tipo de controle. Que neste futuro próximo, torne-se próprio à agenda política brasileira racionalização do relacionamento de situação e oposição; que atuem os poderes em harmonia, como devem; que atue a oposição fiscalizando, como deve; que atue a situação empreendendo, como deve. Que se cumpra a lei!

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