sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Há muito o Brasil deixou de ser Colônia

Há muito a economia brasileira não depende do gerente no poder. Obviamente, o peso das interferências de governo é importante, mas a economia vem fluindo independentemente de quais sejam. Empresas brasileiras ou com base no Brasil vem conquistando novos mercados, principalmente nas economias emergentes. Isto vem acontecendo desde quando as bases econômicas foram reconstruídas pelos governos Itamar Franco, FHC e Lula. Todos estes governos, de certa forma, contribuíram com novas estratégias que possibilitaram ao Brasil ter superado, ileso, crises globais importantes.

A aposta no mercado exterior emergente e no mercado interno, inclusão social associada, é reconhecida no mundo inteiro como uma grande sacada brasileira. Quem diria que o governo Lula, por exemplo, adotaria uma estratégia nacionalista semelhante a dos governos militares? Pois bem, o posicionamento político fez crescer o país. Não se resolveu os problemas das desigualdades, mas reduziu-se a fome e a miséria, tendo sido fundamentais, entre outras medidas, programas de renda mínima, estímulo ao micro-crédito e aumento real do salário pago aos trabalhadores. O dinheiro que gera emprego criou um ciclo virtuoso na economia.

O Brasil ainda precisa percorrer um longo caminho até se tornar primeiro mundo. Estradas, portos e aeroportos, escolaridade e sistema de saúde, centros de pesquisa que produzem tecnologias e patentes, universidades, tudo precisa dar um salto de qualidade e para tanto é preciso que governo e sociedade _ através de sua representação no Congresso Nacional e de sua voz na imprensa _ tomem uma decisão política de torná-lo possível.

Há de se investir maciçamente em infra-estrutura de longo prazo. Como a repercussão de resultados neste tipo de investimento não acontece em menos de dez anos (mais que o tempo de um governo, considerada a sua reeleição, portanto) há que se forçá-lo a pensar, de fato, na próxima geração mais que na futura eleição.

Todo o mundo desenvolvido passou por decisões estratégicas de governo. Nada acontece por acaso.

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