Livre pensar é só pensar (dizia Millor), portanto, posso vir a público, sem medo, para me manifestar contra o quer que seja: a legalização de drogas; o sigilo eterno de documentos públicos; decretos secretos do Congresso Nacional; qualquer proposta de censura à mídia; quaisquer misturas de religião e política; classificações como a de Monteiro Lobato como racista; livros que defendam erros de linguagem; kits homofóbicos; invocação de direitos de tais ou quais segmentos minoritários sociais, econômicos, etários, étnicos ou lá o que seja, afinal todos são iguais perante a lei; marxismos, leninismos, trotskismos, stalinismos, maoísmos, fidelismos, guevarismos, chavismos e quaisquer outros arcaísmos congêneres ressuscitados no Brasil e em quase todos os seus vizinhos pelo Foro de São Paulo; invasores, desmatadores, grileiros, destruidores do meio-ambiente; indenizações milionárias para ex-terroristas e congêneres; comissões da verdade formadas para apurar só um lado da História; corruptos; corruptores...
Por falar em corrupção, há de se perguntar: Quanto custa a corrupção ao país?
Durante o século XVIII, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para o seu colonizador. O tributo incidia sobre tudo o que era produzido no país, correspondendo a vinte por cento do total, ou seja, um quinto da produção; a essa taxação altíssima o povo denominava “O Quinto”, um imposto odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam: “O Quinto dos Infernos”!
Pois bem, em um determinado momento da história do Brasil, a Coroa Portuguesa quis cobrar, de uma única vez, “quintos atrasados”, episódio que se tornou conhecido por Derrama. A população revoltou-se, redundando a revolta do povo na Inconfidência Mineira, que teve como ponto culminante a prisão e o julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
A carga tributária brasileira, no final do ano de 2010, conforme declarado pelo IBPT _ Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, atingiu 38% do PIB, ou seja, praticamente dois quintos de toda a produção brasileira, o dobro da exigida por Portugal à época da Inconfidência.
Dos dois quintos pagos atualmente pelos cidadãos brasileiros, um quinto sustenta o Estado, o outro a corrupção. Diretores do Senado passeiam seus cofres incólumes diante de padrinhos políticos; licitações são fraudadas por autos funcionários dos ministérios, que desfilam seus cofres e o repartem com seus padrinhos políticos e seus partidos, incólumes; comissões, jetons e mensalões passeiam entre os cidadãos, valores à parte. O crime tornou-se comum e custa ao Estado (feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa. É penoso pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade desses impostos! É penoso pensar que ainda há quem se sustente à custa do que falta à grande maioria da população!
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