É noite. Astrônomos do mundo inteiro despertam e saem a campo para procurar lugares adequados para observações celestiais; curiosos, entre eles, aventureiros nessa ciência, preparam suas câmaras fotográficas para registrar um forte brilho no céu de uma estrela ali construída pela humanidade _ a Estação Espacial Internacional (ISS – Internacional Spacial Station).
A ISS pertencente a um consórcio de países, seu objetivo é servir de plataforma para experiências científicas em gravidade zero, bem como levantamentos remotos sobre o planeta Terra. A estação pode ser facilmente localizada no céu sem o auxílio de equipamentos óticos. O que determina esta possibilidade é a magnitude de seu brilho (sem considerar a distância em que se encontra a estação, quanto menor a magnitude mais visível se torna _ o Sol tem uma magnitude de -27; a Lua Cheia (-)13 - seres humanos são capazes de enxergar, sem o auxílio de equipamentos, até a magnitude +6 - a ISS pode aparecer com uma magnitude de até (-) 2,5; o que define o brilho de sua passagem é o reflexo da luz do sol nos painéis solares, instalados na estação, que captam a luz solar e a convertem em energia elétrica para o seu consumo; dependendo do ângulo com que os painéis são vistos do solo, a estação aparece mais ou menos brilhante; entre as dezenas de satélites artificiais que podem ser vistos a olho nu para reconhecer entre eles a ISS basta escolher um pontinho brilhante, como se fosse uma estrela, mas que se move muito rapidamente).
Ainda é noite na Terra. Chris Fergunson, Doug Hurley, Sandra Magnus e Walhein Rex preparam a Atlantis para o seu último pouso. Vinte e um de julho, madrugada desta quinta feira, a Atlantis toca o solo do Centro Espacial Kennedy, Cabo Canaveral - Flórida, encerrando uma era, que teve início quando Yuri Gagarin (o primeiro ser humano a visitar o espaço – 27/04/1961) circunscreveu o planeta em sua nave (a Vostoc), um objeto pré-histórico comparado a Atlantis. Yuri esteve no espaço durante longos cento e oito minutos. Chris, Doug, Sandra e Walhein durante praticamente treze dias.
A Atlantis e outras duas de suas irmãs (das seis naves que foram construídas para dar suporte ao projeto três não existem mais _ o protótipo da Enterprise, que nunca voou , e mais duas que se acidentaram - a Chalenger em 1986 e a Columbia em 2003 _ 14 astronautas mortos), voarão, a partir de hoje, da mesma forma que a Vostoc, somente nos céus da imaginação e por séculos. Levadas aos museus, turistas de todo o mundo perguntarão: O homem, um dia, viajou pelo espaço em objetos como estes?
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